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Profecia de São Malaquias, será mesmo o fim?

A renúncia do Papa Bento XVI, fez voltar a mente das pessoas uma antiga profecia, a Profecia dos Papas de São Malaquias. Antes de começarmos a falar da profecia, vamos descobrir quem era São Malaquias.

São Malaquias nasceu em 1094 na Irlanda e logo cedo se tornou abade. São Bernardo diz que São Malaquias tinha um enorme zelo pela religião. Em 1132 foi ordenado Arcebispo de Armagh. Foi canonizado em 1190. A ele são atribuídos muitos milagres, mas é lembrado pelo dom da profecia. São Bernardo garantiu que São Malaquias disse que ele iria morrer no dia 2 de Novembro de 1148, e isso realmente aconteceu.  Porém, ele é conhecido pela Profecia dos Papas.

O que é a Profecia dos Papas? São Malaquias ao visitar Roma em 1139, ele afirmou ter recebido visões e as suas interpretações compõem a profecia. Essa profecia designa Sucessão Apostólica desde o Papa Celestino II (1143-1144) até o último Papa da Igreja Católica. A profecia contém 112 frases em latim, cada uma caracterizando um Papa.

De acordo com a profecia teríamos 112 papas desde Celestino II até o fim do mundo. O Papa Bento XVI era o de número 111, ou seja, resta apenas um. 

A incrível precisão com que São Malaquias acertou todos os papas, faz com que algumas pessoas acreditem em sua profecia. Veja alguns nomes:

35 - De Sutore Osseo (Do Sapateiro de Ossa): Essa frase é atribuída ao Papa João XXII (1316-1334), que era filho de um sapateiro.
60 - De parvo homine (Do homem pequeno): Frase que identifica o Papa Pio III (1503) que se chamava Francesco Todeschini-Piccolomini (Pequeno Homem)
96  - Peregrinus Apostolicus (Peregrino Apostólico): Frase do Papa Pio VI (1775-1799) que teve que fugir de Napoleão como um peregrino. Morreu em Valença na França, bem longe de Roma sem nunca deixar o Papado (como os apóstolos que não recuaram na fé).

Os últimos papas da lista, também estão de acordo:

107- Pastor et Nauta (Pastor e Navegante): Atribuída a João XXIII(1958-1963), Papa que foi um dos mais amados da história, deixando a imagem de Bom Pastor. Foi Cardeal e Patriarca de Veneza a cidade dos navegantes. 
108 - Flos Florum (A Flor das Flores): O Papa Paulo VI (1963-1978) tinha em seu brasão flores-de-lis, conhecida como a flor das flores.
109 - De Medietate Lunae (Da Metade da Lua): O nome do Papa João Paulo I (1978) era Albino Luciani (luz branca). Nasceu na província de Belluno (do latim bella luna). Foi eleito em 26 de agosto de 1978. Na noite de 25 a 26 a lua estava em “meia-lua”. Seu pontificado durou um mês, como o as fases da Lua.
110 - De Labore Solis (Do Trabalho do Sol).  O beato João Paulo II (1978-2005) nasceu e morreu em dias de eclipses solares. Também foi o Papa que mais viajou ao redor do mundo, assim como o Sol "faz" todos os dias.
111 - De Gloria Olivae (Da Glória da Oliveira): O papado de Bento XVI (2005-2013) foi marcado pela paz. Ele disse que seu nome foi em homenagem ao Papa Bento XV (1914-1922) que não conseguiu evitar a Primeira Guerra Mundial (Bento XVI também não conseguiu ir até o fim como papa) Mas seu nome remonta a São Bento, que foi fundador da Ordem dos Beneditinos que tiveram uma ramificação denominada Olivetanos.

Depois de Bento XVI temos um escrito em latim sem número, onde diz: In persecutione extrema S.R.E. sedebit Petrus Romanus, qui pascet oves in multis tribulationibus, quibus transactis civitas septicollis diruetur,et Iudex tremêndus iudicabit populum suum. Finis (Então Na perseguição final à sagrada Igreja Romana reinará Pedro Romano,que alimentará o seu rebanho entre muitas turbulências, sendo que então, a cidade das sete colinas (Roma) será destruída e o formidável juiz julgará o seu povo. Fim.)

O último Papa segundo a profecia será Petrus Romanus (Pedro, o Romano ou Pedro II). Mas até hoje nenhum Papa usou o nome de Pedro, em respeito a São Pedro, apóstolo e fundador da Igreja Católica. A favor da profecia temos também, uma outra profecia, de um Monge de Pádua que lista os vinte últimos Papas da história. Essa lista também está de acordo com São Malaquias. Veja o que essa segunda profecia diz sobre o último papa: Ele chegará a Roma de uma terra distante para encontrar tribulação e morte.

Em contrapartida, a profecia só foi publicada em 1595 quando Arnold de Wyon o inseriu no seu opúsculo Lignum Vitae, ornamentum et decus Eccleslae (Lenho da Vida, ornamento e glória da Igreja), ou seja, durante cerca de 450 anos, isto é, desde São Malaquias (1148) até o opúsculo "Lignum Vitae" (1595), jamais autor algum fez alusão as profecias de São Malaquias; nem os historiadores medievais e renascentistas, ao escrever a Vida dos Papas, mencionam tal documento, que certamente deveria ser citado, caso fosse conhecido. Pode observar também que antes de 1590 os papas são identificados sem nenhum tipo de dúvida. Depois desta data, as frases em latim, fazem alusão a principalmente a personalidades dos papas.

A pessoas que defendem as falsificação da profecia afirmam que ela foi forjada para um conclave, mas sem sucesso. Eles tentaram eleger o Cardeal Simoncelli cidadão de Orvieto e antigo bispo desta cidade em 1590, após a morte do Papa Urbano VII, pois a frase para o Papa seguinte era: De antiquitate urbis (Da antiga cidade), isto é o Papa de Orvieto ("Urbs vetus": cidade antiga). Mas quem foi eleito foi o Cardeal Sfondrati, que assumiu com o nome de Gregório XIV. Tal profecia também vai contra os ensinamentos de Cristo sobre sua Segunda Vinda (Mt 24:36; At 1:7). 


A posição da Igreja, sobre profecias apocalípticas, é a mesma do Quinto Concilio de Latrão (1516-17) presidido pelo Papa Leão X que promulgou um decreto importante: após recordar que existe na Igreja o carisma da profecia concedido pelo Espírito Santo, chamou a atenção para o perigo de se crer, sem discernimento, em tudo o que seja extraordinário; em consequência, o Concílio reservou à Santa Sé a tarefa de aprovar ou não revelações particulares antes que fossem dadas a público. De modo especial, proibiu o anúncio de alguma data para a vinda do Anticristo e do juízo final, visto que tal mensagem contraria todo o teor da pregação de Jesus: Este afirmou explicitamente que "não compete aos homens conhecer os tempos e os momentos que o Pai fixou com sua própria autoridade".

Os mortos estão dormindo?


Uma doutrina de algumas igrejas diz que todas as pessoas que já morreram estão agora dormindo e aguardando a Segunda Vinda de Cristo que acontecerá no Fim dos tempos. A Igreja Católica sempre ensinou que após a morte, todos nós vamos prestar contas. E isso está escrito no Catecismo da Igreja: “Cada qual, desde a sua morte, recebe de Deus na sua alma imortal, em relação à sua fé e às suas obras. Essa retribuição consiste no acesso à bem-aventurança do céu, imediatamente ou depois de uma adequada purificação, ou na condenação eterna no inferno” (§ 1022) Mas qual versão é verdadeira?

Jesus na parábola do Rico e do Lázaro (Lc 16:19-31) deixa claro que após a morte todos tem seu destino selado. Jesus por acaso teria mentido nessa passagem? É óbvio que não! Além do mais, Jesus na sua agonia na cruz, disse ao bom ladrão: Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso. (Lc 23:43). Essa passagem é bastante polêmica pois na época em que foi escrita não havia pontuação, assim ela permite várias interpretações:

Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso - O bom ladrão estaria naquele dia no céu.
Em verdade te digo hoje: estarás comigo no paraíso - Jesus disse naquele dia que o bom ladrão algum dia estaria no céu, mas não disse o dia certo.

A segunda opção é defendia pelas pessoas que acreditam na doutrina do Sono da Alma. Mas note, que se Jesus realmente quisesse ter dito a segunda opção não precisaria ter dito a palavra "hoje" pois sem ela, a frase tem o mesmo sentido: Em verdade te digo: estarás comigo no paraíso. Se o sentido realmente fosse esse, qual a utilidade da palavra "hoje" na frase? Vamos usar a mesma lógica em outra passagem: Jesus ao afirmar para Pedro que ele o negaria Ele diz: Em verdade te digo: nesta noite mesma, antes que o galo cante, três vezes me negarás. (Mt 26:34) Aplicando a mesma lógica:

Em verdade te digo: nesta noite mesma, antes que o galo cante, três vezes me negarás. - Naquela noite Pedro iria trair Jesus.
Em verdade te digo nesta noite mesma: antes que o galo cante, três vezes me negarás. - Pedro negaria Jesus, mas não sabia o dia.

Viu como fica sem contexto? Sabemos muito bem que Pedro traiu Jesus naquela mesma noite antes do cantar do galo (Mt 26:74), assim só nos resta a entender que o bom ladrão entrou naquele mesmo dia no céu. Outras passagens geralmente citada por essas pessoas é:  Com efeito, os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem mais nada; para eles não há mais recompensa, porque sua lembrança está esquecida. Amor, ódio, ciúme, tudo já pereceu; não terão mais parte alguma, para o futuro, no que se faz debaixo do Sol. (Ecl 9:5) e Tudo que tua mão encontra para fazer, faze-o com todas as tuas faculdades, pois que na região dos mortos, para onde vais, não há mais trabalho, nem ciência, nem inteligência, nem sabedoria. (Ecl 9:10). A questão é que os versículos citados do Eclesiastes não fazem referência a um estado mental dos mortos, mas sim ao infortúnio espiritual em que se encontram por causa do lugar onde estão. Os mortos os quais os textos se referem são aqueles que morreram na inimizade de Deus, e não a qualquer pessoa que morreu. Em Provérbios 15:24 fica claramente explicado: O sábio escala o caminho da vida, para evitar a descida à morada dos mortos. 

Jesus quando morreu, desceu a mansão dos mortos para pregar aos "Espíritos em prisão" (1 Pd 3:19) Mas será que alguém pregaria para alguém que está “dormindo”? São Paulo deixou bem claro:“Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Filipenses 1:21). Se morrer é lucro, qual o lucro de estar dormindo por dois mil anos? Em 2 Co 5:8-9, Paulo novamente diz que é melhor deixar o corpo para estar junto do Senhor: "Estamos, repito, cheios de confiança, preferindo ausentar-nos deste corpo para ir habitar junto do Senhor"Também na segunda parte do versículo, Paulo escreve:  "É também por isso que, vivos ou mortos, nos esforçamos por agradar-lhe.". Ele deixa claro que os mortos estão agradando o Senhor. Como alguém que está dormindo poderia agradar? No 1º livro dos Reis lemos que Deus prometeu a Salomão conservar para seu filho (Davi) a tribo ou reino de Judá, “em atenção” e “por amor ao seu servo Davi” (já morto) (1Reis 11,11-13). Isso significa que Deus toma em consideração os pedidos dos seus amigos também do Céu. Como alguém poderia fazer pedido se está dormindo? O autor de Hebreus também sabia que depois da morte temos um julgamento por isso ele escreve: Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo. (Hb 9:27)

As passagens em que as pessoas comparam a morte a um sono (como Lc 8:52) não falam da "morte" em si, mas porque os mortos parecem estar dormindo. Trata-se da morte física. Apenas o corpo "está dormindo"

Por fim, as passagens de Apocalipse 6.9-11 e 7.9-10 também mostram claramente as almas dos mortos que foram para o céu orando e adorando a Deus: “Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?”. E eles foram vistos “em pé, diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos; e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação” (Ap 7.9-10). Todos esses versículos negam a doutrina do  “sono da alma”, pois deixam claro que a alma do cristão experimenta comunhão consciente com Deus no céu imediatamente após a morte.

Mas, se o viver no corpo é útil para o meu trabalho, não sei então o que devo preferir. Sinto-me pressionado dos dois lados: por uma parte, desejaria desprender-me para estar com Cristo, o que seria imensamente melhor. (Fp 1:22-23)

Só a fé salva?


Um dos maiores perigos dos cristãos é que a maioria acha que apenas confiando e tendo fé em Deus basta para ser salvo. Mas não é isso que Jesus ensinou a nós. Muito pelo contrário: a fé sem obras é morta.

O apóstolo Paulo em sua primeira cara aos Coríntios escreve: Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada (...) Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade. (1 Co 13:2;13). 

A fé é muito importante, mas somente ela não basta.Vamos pensar assim: Se somente a fé bastasse, então todo mundo sairia fazendo coisas muito ruins por aí, mas como eles tem fé seriam salvos. Não tem lógica. Muitas igrejas tem pregado a doutrina da "Sola Fide" (somente a fé), mas é claro que elas não tem fundamento bíblico. 

Veja o que diz São Tiago em sua carta: De que aproveitará, irmãos, a alguém dizer que tem fé, se não tiver obras? Acaso esta fé poderá salvá-lo? Se a um irmão ou a uma irmã faltarem roupas e o alimento cotidiano,e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, mas não lhes der o necessário para o corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se não tiver obras, é morta em si mesma. Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras. Mostra-me a tua fé sem obras e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. Crês que há um só Deus. Fazes bem. Também os demônios crêem e tremem. Queres ver, ó homem vão, como a fé sem obras é estéril? Abraão, nosso pai, não foi justificado pelas obras, oferecendo o seu filho Isaac sobre o altar? Vês como a fé cooperava com as suas obras e era completada por elas. Assim se cumpriu a Escritura, que diz: Abraão creu em Deus e isto lhe foi tido em conta de justiça, e foi chamado amigo de Deus. Vedes como o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé? Do mesmo modo Raab, a meretriz, não foi ela justificada pelas obras, por ter recebido os mensageiros e os ter feito sair por outro caminho? Assim como o corpo sem a alma é morto, assim também a fé sem obras é morta(Tg 2:14-26).

Agora veja o que Jesus Cristo disse sobre este assunto: Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. (Mt 7:21). É necessário por a Palavra em prática, como Jesus diz no versículo 23. Mais importante do que ouvir a Palavra, é coloca-lá em prática.

No dia do Juízo Final, o que o Senhor dirá aos escolhidos? Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim. Perguntar-lhe-ão os justos: - Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos peregrino e te acolhemos, nu e te vestimos? Quando foi que te vimos enfermo ou na prisão e te fomos visitar? Responderá o Rei: - Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes. (Mt 25:34-40).

São Clemente de Alexandria, um dos primeiros teólogos cristãos disse: Uma pessoa que não faz o que Deus ordenou, revela que realmente não tem fé em Deus. ¹

É lógico que devemos ter fé, e fé verdadeira. Mas ela somente não basta, é necessário colocar a fé em prática. Para isso é necessário muita coragem, pois muitas tribulações virão (Jo 16:33) mas quem perseverar até o fim será salvo (Mt 24:13)

Jesus voltaria em breve?


Uma das inúmeras táticas para tentar achar falhas na Bíblia é a que Jesus prometeu que ele voltaria logo. Segundo os céticos, ele prometeu voltar ainda nos primeiros séculos do Cristianismo. Uma das passagens usada por eles é esta: Sabei que o Filho do Homem está próximo, à porta. Em verdade vos declaro: não passará esta geração antes que tudo isto aconteça. (Mateus 24:33-34; Marcos 13:30; Lucas 21:32).

Para descobrirmos o que essa passagem quer dizer, devemos voltar um pouco atrás no Evangelho (e isso os céticos não fazem). No versículo 3 do capitulo 24 de Mateus, os discípulos fazem mais de uma pergunta a Jesus: Indo ele assentar-se no monte das Oliveiras, achegaram-se os discípulos e, estando a sós com ele, perguntaram-lhe: Quando acontecerá isto? E qual será o sinal de tua volta e do fim do mundo? (Mt 24:3). O capitulo 24 de Mateus trata de eventos futuros. A primeira pergunta feita pelos discípulos é feita em relação a destruição de Jerusalém pelos romanos (Mt 24:2) e essa destruição realmente aconteceu, em 70 d.C, quando as tropas de Tito cercou a cidade e a destruiu. Assim Jesus estava dizendo uma profecia dupla e Jesus provavelmente disse que "a geração" não passaria até a destruição de Jerusalém. Uma outra possibilidade é que Jesus estava se referindo a geração do final dos tempos quando disse "esta geração".

Outra passagem citada para "volta breve" de Cristo é: Em verdade vos declaro: muitos destes que aqui estão não verão a morte, sem que tenham visto o Filho do Homem voltar na majestade de seu Reino. (Mateus 16:28). Bom João viu. Ele, por sua vez, por intermédio de seu anjo, comunicou ao seu servo João, o qual atesta, como palavra de Deus, o testemunho de Jesus Cristo e tudo o que viu. (Apocalipse 1:1-2). João, o discípulo amado e evangelista, viu tudo o que vai acontecer no fim e escreveu o que viu em um livro, o livro do Apocalipse. E tudo foi revelado pelo próprio Jesus, como mesmo João disse (Ap 1:1).

Outra explicação é que Pedro, Tiago e João também viram Jesus "na majestade de seu Reino" no episódio da Transfiguração relatada em Mt 17: 1-13, pois o próprio Pedro escreveu: por termos visto a sua majestade com nossos próprios olhos(...)quando estávamos com ele no monte santo. (2 Pedro 1:16;18)

Se vos perseguirem numa cidade, fugi para uma outra. Em verdade vos digo: não acabareis de percorrer as cidades de Israel antes que venha o Filho do Homem. (Mateus 10:23). Essa é outra passagem usada pelas pessoas que acham que Jesus voltaria em breve. Mas como já disse, elas não olham o contexto. Jesus mandou os discípulos a uma missão para fazer maravilhas em seu nome (Mt 10: 1-13) e eles completaram a missão (ver Lc 9:10) quando Jesus ainda estava na Terra. Note que está escrito: "antes que venha o Filho do Homem" e não "antes que volte o Filho do Homem".

Ei-lo que vem com as nuvens. Todos os olhos o verão, mesmo aqueles que o traspassaram. (Apocalipse 1:7). Segundo os céticos, os soldados que crucificaram Jesus deveriam estar vivos na Sua volta. Não! O que João quis dizer é que todos os olhos o verão, inclusive os mortos como disse São Paulo em 1 Tessalonicenses capitulo 4, versículo 16. Assim os soldados não precisariam estar vivos na Sua volta para ver o Jesus voltar. 

Ficou claro portanto que Jesus não disse que voltaria nos primeiros tempos. Na verdade ele nem disse quando seria este dia glorioso (Mt 24:36). Veja agora outras passagens que reforçam que Jesus não viria no séc I ou II:

Então o Reino dos céus será semelhante a dez virgens, que saíram com suas lâmpadas ao encontro do esposo (...) Tardando o esposo, cochilaram todas e adormeceram(Mateus 25:1;5)

Será também como um homem que, tendo de viajar, reuniu seus servos e lhes confiou seus bens. A um deu cinco talentos; a outro, dois; e a outro, um, segundo a capacidade de cada um. Depois partiu (...) Muito tempo depois, o senhor daqueles servos voltou e pediu-lhes contas. (Mateus 25:14-15;19)

O próprio apóstolo Pedro disse: Nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. (2 Pedro 3:3-4).